Pensamento Quântico

Posted Outubro 20, 2008 by Alberto Abreu
Categories: Filosofia

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Do Tao-tö-king, XI. De Lao-tseu.
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Trinta raios convergem ao meio,
mas é o vazio mediano que
confere ao veículo sua função.

Modela-se a argila para fazer vazos,
mas é do vazio interno
que depende seu uso.

Uma casa é perfurada de
portas e janelas,
ainda é o vazio que
permite o uso da casa.

Assim “o que é” constitui
a possibilidade de toda coisa;
“o que não é”
constitui sua função.

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Para pensar: O silêncio entre as partes da música, faz parte da música.

Sobre Lao-Tseu

A origem da filosofia Taoísta é atribuída aos ensinamentos do mestre chinês Lao-Tseu (velho mestre), contemporâneo de Confúcio durante os anos 550 a.C. Segundo a História morreu em 517 a.C.
Lao-Tseu retoma a antiga teoria do Tao, “o caminho”, que enriquece na sua obra Tao-Te-Ching, em que o Tao aparece como princípio de todas as coisas e esta é base da ordem física e moral do universo.
Segundo os ensinamentos do Taoísmo, o Tao (caminho) é considerado a única fonte do universo, eterno e determinante de todas as coisas. Os taoístas crêm que quando os eventos e coisas são permitidas existir em harmonia natural com a força macro-cósmica, então existe paz.
Seria: «O princípio externo de todas as coisas, a força que sustenta tudo o que existe, a lei que está em ação no mundo, sem falar nem agir, mas marcando a linha do justo, o único eterno, portanto o mais elevado princípio do mundo natural e moral»
Apesar do Taoísmo originalmente ignorar um Deus criador, os princípios do Tao eventualmente tem o conceito de Deus. LaoTsé escreveu: “Antes do céu e da terra existirem, havia algo nebuloso… Eu não sei o seu nome, e eu o chamo de Tao.”

A gente não quer só comida

Posted Setembro 18, 2008 by Alberto Abreu
Categories: Ciências, Educação, Filosofia

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Ao começar este artigo, coloquei um verso de parte de uma música , Comida, de Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto, apresentada pela banda Titãs, bastante conhecida de todos nós, explico por que:

Está claro para todos nós que o instinto de sobrevivência é muito forte, levando-nos muitas vezes a agir contra nossos pares, isso tem, inclusive, em algumas circunstâncias, apoio legal e moral.

Para ilustrar este artigo e dar maior compreensão ao que ora escrevo convido-os a assistir um filme chamado Soylent Green de 1973, estrelado por Charlton Heston. O filme era para ser uma ficção científica. Aos dias de hoje parece que não.

A história se passa no futuro, 2022 agora nem tão futuro assim, a escassez de alimentos aflige o mundo. Para evitar a fome, as pessoas são alimentadas por uma ração chamada “soylent green”, produzida e distribuída pelo governo, agora uma organização. Ninguém questionava como eram fabricados ou do que eram feitos, o que realmente importava é que alimentava a todos.

Problemas de redução do consumo de energia e a ação de um estado forte também fazem parte do filme; uma alusão ao Leviathã de Thomas Hobbes fica explícito, guardada as devidas proporções.

Resumo da ópera; O protagonista do filme, um policial, ao investigar um crime, descobre que os tabletes de “soylent green” têm como matéria-prima os corpos das pessoas vítimas de “eutanásia”.

Ah! Claro! Importante dizer: Tudo feito dentro dos mais elevados requisitos de higiene e tecnologia objetivando com isso ajudar a humanidade no quesito alimento tão imprescindível à sobrevivência humana. Quer coisa melhor? Humanos alimentando humanos, os “doadores”, não sabem que são doadores, tampouco imaginam que seus corpos serão processados e transformados em…COMIDA!

Não se escandalize, todo o processo de eutanásia é realizado em clínicas do governo para garantir uma morte digna, sem sofrimento e de forma higiênica.

Parece que ao nos colocarmos no topo da cadeia alimentar, somos ao mesmo tempo parte da própria cadeia. E os animais? Por que não nos alimentarmos de outros seres vivos? Perguntariam alguns.

Ora! Elementar meu caro: eles já foram dizimados! Ou se tornaram tão contaminados por processos industriais que sua utilidade como alimento já foi descartada.

Diversos problemas de ordem legal e ética vem à tona. Cabe então a partir do filme revermos alguns de nossos paradigmas. Ética prática? Utilitarismo? Religião? Tabú? Preconceito? Não importa o nome que você queira dar o que realmente importa é que:

“a gente não quer só comida,
a gente quer comida, diversão e arte.
a gente não quer só comida,
a gente quer saída para qualquer parte
a gente não quer só comida,
a gente quer bebida, diversão, balé.
a gente não quer só comida,

a gente quer a vida como a vida quer…

Mais dados sobre o filme em:

http://www.imdb.com/title/tt0070723/

A lei Arouca e o direito dos animais

Posted Setembro 11, 2008 by Alberto Abreu
Categories: Ciências, Filosofia

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O Senado da república aprovou em 10/09/2008, por unanimidade, a lei Arouca, o projeto que regulamenta o uso de animais em experimentos científicos. A proposta, que tramitava no Congresso desde 1995, (eles, os senadores, até que foram rápidos) vai agora à sanção presidencial.

A aprovação é uma vitória para os cientistas.

O resumo da ópera é: a medida acaba com leis municipais que tentam proibir a pesquisa com animais. Uma lei desse tipo já vigora em Florianópolis. Projeto para proibir o uso de animais em pesquisa no Rio de Janeiro foi vetado pelo prefeito Cesar Maia.

De acordo com a lei, o Ministério de Ciência e Tecnologia será responsável por licenciar instituições e fiscalizar o uso das normas estabelecidas. Será criado também o Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal) e a Ceua (Comissão de Ética no Uso de Animais).

Ambos terão entre seus membros representantes de sociedades protetoras dos animais. Os órgãos deverão auxiliar na fiscalização do cumprimento das normas relativas à utilização humanitária de cobaias. Segundo os cientistas, isso acaba com a noção de que eles sacrificam animais por crueldade.

Fica aqui um mote para discussão, a saber, devemos, podemos, fazer uso de animais como cobaias objetivando o melhor para a vida humana?

Antes de formar juízo de valor recomendo assistirem ao filme, O planeta dos macacos. Neste filme, para quem não sabe, coloca os homens em condição social inversa aos macacos.  http://www.imdb.com/title/tt0133152/

Não deixe de assistir, se tiver estômago forte, Earthlings, este documentário mostra a indústria de alimentos e como os animais são tratados para serem usados com propósitos comerciais. http://www.imdb.com/title/tt0358456/

Depois venha comentar.

 

Religião x Inteligência

Posted Setembro 6, 2008 by Alberto Abreu
Categories: Ciências, Filosofia

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A revista Galileu traz em sua edição “206″, setembro de 2008, um artigo que reproduzo em parte neste blog. Evidentemente que o assunto provocará discussões, alguns defenderão que a religião tem argumentos que vão além das simples palavras do artigo, outros, por sua vez, dirão que quanto mais religioso for o homem mais ele se provará ignorante. Importante ressaltar que muitas pessoas afirmam que religião, ciência e filosofia correm em raias distintas, daí porque não há como fazer comparações. Eis, então, um bom assunto para discussão filosófica. Acompanhem o artigo:

Os ateus são mais inteligentes?

A pergunta é provocadora. De acordo com um artigo que será publicado neste mês no jornal britânico de psicologia “Intelligence”, a resposta é sim. Foram comparados 137 países: em 60% deles, os crentes são os de QI menor. O autor do estudo, o psicólogo Richard Lynn, da Universidade do Ulster (Irlanda do Norte), diz estar absolutamente convencido da relação entre ateísmo e inteligência. Mas sua opinião está longe de ser consenso.

Há décadas, pesquisas buscam associar inteligência e baixa religiosidade. O artigo de Richard Lynn é um mix dessas teorias, aliadas a outras, ainda mais polêmicas, que relacionam QI e raça.

Em alguns países, por exemplo, alguns dados não bateram. Cuba e Vietnã têm muitos ateus (40% e 81%, respectivamente), mas QIs medianos. Já nos Estados Unidos, que tem média 98 de QI, 90% das pessoas dizem acreditar em Deus. Lynn diz que Cuba e Vietnã são exceções porque passaram pelo comunismo, quando houve forte propaganda anti-religiosa. Já nos EUA “há muitos imigrantes de países católicos, que mantêm os índices altos”.

Na verdade, trata-se de um dilema no estilo daquela antiga marca de biscoitos: o sujeito é ateu porque é mais inteligente ou é mais inteligente porque é ateu? A hipótese de Lynn é que, quanto mais inteligentes as pessoas, maior a facilidade de questionar dogmas religiosos. “Se a pessoa é mais educada, tem acesso a teorias alternativas de criação do mundo. Por isso, o QI alto leva à falta de religiosidade”, diz Richard Lynn.

Porém, ele mesmo admite que generalizações indevidas podem ser feitas a partir desses dados. “Há muito de cultural nesses testes. E isso se reflete no mau desempenho de tribos rurais. Há também a tão alardeada inteligência emocional e uma série de características sociais que geram vantagem nos tempos modernos”, afirma Lynn. Ou seja: para o próprio pesquisador, QI mede muito mais modernidade do que inteligência.

É justamente nesse ponto que o estudo é questionado por outros especialistas: o quociente de inteligência é uma medida relativa. Sim, com mais instrução, é provável que a pessoa tenha acesso a outras teorias sobre a origem das coisas, a outros livros que não os sagrados. “Mas daí dizer que teorias religiosas emburrecem é um passo muito grande”, diz o coordenador da pós-graduação em ciência da religião da Universidade Metodista, Jung Mo Sung. “Além de preconceito.”

Com informações da revista “Época”

 

Discalculia, dificuldade para lidar com matemática

Posted Julho 18, 2008 by Alberto Abreu
Categories: Blogroll, Ciências, Educação

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A discalculia, dificuldade em lidar com matemática, é mais comum que a sua versão com letras, a dislexia, revela um estudo elaborado em Cuba e divulgado hoje em um congresso científico no Reino Unido.

O estudo dirigido por Brian Butterworth, do Instituto de Neurociência Cognitiva do University College London, junto com o Centro cubano de Neurociência, descobriu que de 1.500 crianças examinadas entre 3% e 6% mostravam sinais de discalculia, enquanto entre 2,5% e 4,3% de dislexia.

Da mesma forma que a dislexia, a discalculia, que consiste na dificuldade de aprendizagem de operações matemáticas ou aritméticas, pode ser causada por um déficit de percepção visual ou problemas quanto à orientação seqüencial.

Considera-se que a dislexia é mais freqüente em países que, como os anglo-saxões, têm um idioma com uma ortografia difícil.

Ao apresentar seu trabalho, no Festival de Ciência de Cheltenham, Butterworth fez um pedido às autoridades e educadores britânicos para que estejam atentos aos sintomas da discalculia de forma que possam oferecer ajuda para aqueles que a possuem.

“Muitas pessoas talvez ignorem que sofram desta condição e inclusive, caso descubram esta dificuldade, não existem organizações que possam lhes ajudar como existem para a dislexia”, lamentou o professor.

A dificuldade com os números tem um impacto “nas oportunidades de trabalho e na saúde”, e os estudantes que sofrem dela “são infelizes”, enquanto seus professores se sentem impotentes ao não poderem ajudar, prosseguiu o especialista.

Macaco também é gente

Posted Julho 15, 2008 by Alberto Abreu
Categories: Blogroll, Ciências, Filosofia

Uma dupla de chimpanzés causa polêmica ao reivindicar direitos humanos no tribunal. Será que todos os primatas devem ser iguais perante a lei?

por Lia Bock

Revista Época – 23/06/2007 – | Edição nº 475

Hiasl e Rosi não resistem a um doce e adoram documentários sobre animais selvagens. Pela TV a cabo, eles acompanham as caçadas das hienas e as aventuras dos últimos gorilas das montanhas. São jovens, têm 26 anos e levam uma boa vida na Viena de Sigmund Freud – que provavelmente os acharia, no mínimo, instigantes. Hiasl e Rosi são chimpanzés. Recentemente, viraram celebridades mundiais. Tudo porque os dois – ou, pelo menos, seus representantes legais – reivindicam a equiparação de seus direitos aos dos “primos” humanos, com quem têm em comum quase 99% do código genético.

Os chimpanzés, enquanto espécie, estão ameaçados de extinção. No caso de Hiasl e Rosi, o que estava a perigo era a dolce vita. Eles vivem em um santuário – nome politicamente correto dado aos abrigos onde os animais vivem soltos. Mas cada um deles custava 5 mil euros (quase R$ 13 mil) por mês, o que contribuiu para levar o lugar à falência. Para manter o padrão de vida dos chimpanzés, Martin Balluch, presidente da Organização Austríaca para os Direitos dos Animais, e o advogado Eberhart Theuer, de um grupo chamado Associação contra a Criação Industrial de Animais, ingressaram na Justiça para obter uma espécie de tutor legal para os dois macacos.

Não faltaram candidatos nem euros, mas na Áustria só pessoas podem ser contempladas com dinheiro alheio. Balluch, então, não se conteve: afirmou na Justiça que Hiasl e Rosi são pessoas. Estava armada a confusão. “Eles são pessoas e devem ter os direitos legais básicos”, afirma Balluch. “Direito à vida, direito a não ser torturados e a poder viver em liberdade sob certas condições.” Balluch não é uma voz solitária berrando na selva humana. “Os chimpanzés podem doar sangue a humanos e são seres sociais, com cultura própria”, diz Pedro Ynterian, presidente do Great Ape Project no Brasil. A organização luta há 14 anos pelo direito dos grandes primatas: um grupo composto de chimpanzés, gorilas, orangotangos e bonobos. E reivindica a implantação do conceito de “comunidade de iguais”.

Hiasl e Rosi, os pivôs desta história, viveram traumas causados por humanos logo na primeira infância. Foram arrancados de seu bando em Serra Leoa – país mais conhecido pelas guerras civis e por contrabando de diamantes, que foi tema de Hollywood no filme Diamante de Sangue, estrelado por Leonardo DiCaprio. Em 1982, Hiasl e Rosi ainda eram bebês quando foram levados para a Áustria por contrabandistas. Seu destino era um laboratório de vivissecção – nome dado a experiências que envolvem abrir e operar animais vivos. Para sorte deles, foram interceptados pela polícia e enviados ao santuário. Lá, ganharam nome humano e viveram razoavelmente felizes até a falência do local. Seus advogados querem impedir que sejam vendidos conquistando na Justiça o direito de angariar doações. Em 9 de maio, a juíza local rejeitou o pedido. Hiasl e Rosi recorreram. Enquanto a sentença não sai, a polêmica corre o mundo dos humanos.

ELES FORAM AOS TRIBUNAIS

Rosi, Hiasl e Suíça demonstram sentimentos. Isso lhes dá direitos como os dos homens?

No Brasil, há pelo menos um precedente favorável aos primatas. Em 2005, uma fêmea de chimpanzé chamada Suíça, do Jardim Zoológico de Salvador, foi considerada um “sujeito de direitos” pelo juiz Edmundo Cruz. Suíça acabara de perder o companheiro de cativeiro. Solitária, afundara numa depressão forte. Vendo o estado lastimável da macaca, o promotor Heron José de Santana, especialista em Direito Ambiental e professor da Universidade Federal da Bahia, entrou com um pedido de habeas corpus em seu nome. Santana queria que ela fosse transferida o mais rápido possível para um dos três santuários brasileiros. Infelizmente, Suíça não pôde se beneficiar de seu novo status legal. Morreu de parada cardíaca antes da libertação, com apenas 18 anos (um chimpanzé pode viver até os 70). Na sentença, proferida depois da morte, o juiz escreveu que o direito “não é estático, e sim sujeito a constantes mutações, em que novas decisões têm de se adaptar aos tempos hodiernos”. O caso tornou-se referência internacional. Para reivindicar os direitos de Suíça, o promotor, hoje presidente do Instituto Abolicionista Animal, usou argumentos surpreendentes. “Estamos falando de conceder direito a um grupo, como já foi feito com as mulheres e com os escravos”, afirma Santana. “Queremos garantir a liberdade desses nossos primos: o primeiro passo de uma luta para incluir as demais espécies da fauna.”

O que é do homem…

Os principais argumentos em jogo no debate sobre os “direitos humanos” dos macacos

A FAVOR

CONTRA

Chimpanzés e bonobos têm 99% do DNA semelhante ao dos humanos. Gorilas e orangotangos, aproximadamente 97%
Chimpanzés e bonobos podem doar sangue a humanos e vice-versa
Os primatas vivem em sociedade e, como os humanos, precisam das relações interpessoais. Têm cultura própria, lembram do passado e planejam o futuro
Os animais têm sido usados de forma abusiva em laboratórios, zoológicos, circos e filmes

Ratos têm cerca de 90% do DNA semelhante ao dos humanos. Deveriam por isso ter 90% dos direitos?
Formigas e abelhas também tecem complexas organizações sociais e ninguém pensa em pedir habeas corpus para elas
O conceito de direito pode ser aplicado apenas àqueles capazes de se responsabilizar por seus atos
Ainda há um longo caminho para garantir os direitos dos humanos. É cedo para pensar em equiparar os primatas

O Vaticano e a Anistia internacional fizeram questão de marcar posição – não contra ou a favor dos chimpanzés, mas contra o debate. Compartilham da opinião de que, antes de pensar nos animais, ainda há um longo caminho a percorrer para garantir os direitos dos humanos. Organizações como Greenpeace e a WWF, entre outras, preferiram não se manifestar. O pesquisador holandês Frans Waal, professor da Universidade Emory, nos Estados Unidos, e um dos maiores especialistas em primatas do mundo, afirma que o conceito de direito pode ser aplicado apenas para “aqueles capazes de se responsabilizar por seus atos perante a sociedade”. Para o professor de Bioética Marco Segre, da Universidade de São Paulo, “a discussão é importante para superar uma visão cientificamente restrita”. Ele – como os defensores de Hiasl e Rosi – acredita que o homem precisa abandonar um olhar “umbigocêntrico”: ou seja, precisaríamos deixar de ver o mundo a partir do redondo umbigo do homo sapiens. Pelo menos uma vitória os macacos já tiveram: no início deste ano, as Ilhas Baleares espanholas deu status de “adulto dependente” a esses animais.

Câmara aprova obrigatoriedade da música no ensino básico

Posted Junho 27, 2008 by Alberto Abreu
Categories: Educação

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, da Câmara dos Deputados, aprovou na manhã de ontem (25) o projeto de lei que inclui a música como conteúdo obrigatório do ensino de artes na educação básica.

A proposta, do Senado, estabelece que as aulas deverão ser ministradas por professores com formação específica na área. O projeto 2732/08, da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), agora seguirá para sanção presidencial.

A proposta altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), que já determina o aprendizado de arte nos ensinos fundamental e médio, mas sem especificar o conteúdo.

Segundo o relator do texto na CCJ, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), “o projeto está em consonância com os princípios constitucionais relativos à educação, à família, à criança e ao adolescente”.

UOL

Com informações da Agência Câmara

Estudo relaciona descrença religiosa a QI alto

Posted Junho 27, 2008 by Alberto Abreu
Categories: Ciências

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Um artigo de pesquisadores europeus defende a tese de que pessoas com QI (Quociente de Inteligência) mais alto são menos propensas a ter crenças religiosas. O estudo será publicado na revista acadêmica “Intelligence” em setembro.

O texto é assinado por Richard Lynn, professor de psicologia da Universidade do Ulster, na Irlanda do Norte, em parceria com Helmuth Nyborg, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e John Harvey, sem afiliação universitária. Lynn é autor de outras pesquisas polêmicas, entre elas uma sugerindo que os homens são mais inteligentes do que as mulheres.

A conclusão da nova pesquisa é baseada na compilação de pesquisas anteriores que mostram uma relação entre QIs altos e baixa religiosidade e em dois estudos novos. Em um desses, os autores compararam a média de QI com a religiosidade entre países. No outro estudo, eles cruzaram os resultados de jovens americanos em um teste alternativo de habilidade intelectual (fator G) com o grau de religiosidade deles.

Na pesquisa entre países, os estudiosos analisaram a média de QI com a de religiosidade em 137 países. Os dados foram coletados em levantamentos anteriores.

Os autores concluíram que em apenas 23 dos 137 países a porcentagem da população que não acredita em Deus passa dos 20% e que esses países são, na maioria, os que apresentam índices de QI mais altos.

Exceções
Os pesquisadores dividiram os países em dois grupos. No primeiro grupo, foram colocados os países cujas médias de QI são mais baixos, variando de 64 a 86 pontos. Nesse grupo, uma média de apenas 1,95% da população não acredita em Deus.

No segundo grupo, em que a média de QI era de 87 a 108, uma média de 16,99% da população não acredita em Deus.

Os autores argumentam que há algumas exceções para a conclusão de que QI alto equivale a altas taxas de ateísmo. Eles citam, por exemplo, os casos de Cuba (QI de 85 e cerca de 40% de descrentes) e Vietnã (QI de 94 e taxa de ateísmo de 81%), onde há uma porcentagem de pessoas que não acreditam em Deus maior do que a de países com QI médio semelhante.

Uma possível explicação estaria, segundo os autores, no fato de que “esses países são comunistas e houve uma forte propaganda ateísta contra a crença religiosa”.

Outra exceção seriam os Estados Unidos, onde a média de QI é considerada alta (98), mas apenas 10,5% dizem não acreditar em Deus, uma taxa bem mais baixa do que a registrada no noroeste e na região central da Europa –onde há altos índices médios de QI e de ateísmo.

Lynn diz que uma explicação para o quadro verificado nos Estados Unidos pode estar no fato de que “há um grande influxo de imigrantes de países católicos, como México, o que ajuda a manter índices altos de religiosidade”.

Mas ele reconhece que mesmo grupos que emigraram para os Estados Unidos há muito tempo tendem a ter crenças religiosas fortes e diz que, simplesmente, não consegue explicar a realidade americana.

Generalização
Os autores argumentam que essa relação entre QI e descrença religiosa vem sendo demonstrada em várias pesquisas na Europa e nos Estados Unidos desde a primeira metade do século passado.

Eles citam, também, uma pesquisa de 1998 que mostrou que apenas 7% dos integrantes da Academia Nacional Americana de Ciências acreditavam em Deus, comparados com 90% da população em geral.

Lynn admitiu à BBC Brasil que os resultados apontam para uma “generalização” e que há pessoas com QI alto que têm crenças religiosas fortes. Segundo ele, há vários fatores, como influência familiar ou pressão social, que influenciam a religiosidade das pessoas.

“Nós temos de diferenciar a situação de hoje com outros períodos da história. As pessoas tendem a adotar uma atitude de acordo com a sociedade em que vivem. Hoje em dia, no Reino Unido e em outros países europeus, não há tanta pressão da sociedade para que você acredite em Deus”, afirma.

Uma das hipóteses que o estudo levanta para tentar explicar a correlação entre QI e religiosidade é a teoria de que pessoas mais inteligentes são mais propensas a questionar dogmas religiosos “não-racionais”.

Dúvidas
O professor de psicologia da London School of Economics, Andy Wells, porém, levanta questões sobre a tese.

“A conclusão do professor Lynn é de que um QI alto leva à falta de religiosidade, mas eu acredito que é muito difícil ter certeza disso”, afirma. De acordo com Wells, vários estudos já demonstraram que pessoas com níveis de QI altos tendem a ter níveis de educação mais altos.

“E, quanto mais educação as pessoas têm, é mais provável que elas tenham acesso a teorias alternativas de criação do mundo, por exemplo”, afirma Wells.

BBC/Folha

Quem quer ser professor?

Posted Junho 10, 2008 by Alberto Abreu
Categories: Educação

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O Brasil atrai para o magistério os profissionais que possuem mais dificuldades acadêmicas e sociais. Uma das constatações é que apenas 5% dos melhores alunos que se formam no ensino médio desejam trabalhar como professores da educação básica.

Dentro do grupo dos melhores, 31% querem a área da saúde e 18%, engenharia.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o salário médio do docente do ensino fundamental em início de carreira no Brasil é o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. O salário anual médio de um professor na Indonésia é US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$ 4.818, o equivalente a R$ 11 mil. A Argentina, por sua vez, paga US$ 9.857 por ano aos professores, cerca de R$ 22 mil, exatamente o dobro.

Na rede pública, quanto pior for o salário, mais profissionais ruins haverá no mercado porque os mais valorizados não vão se sujeitar a ganhar tão pouco. Como são concursados, as escolas não podem demitir estes professores e a qualidade pode cair. Entretanto, isso ocorre com menos freqüência na rede privada. Se o professor não é bom, a direção o substitui rapidamente.

Investimento voluntário

Atualmente, há mais de 1,7 milhão de docentes em todo o Brasil, segundo um levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

“O magistério, apesar de não ser uma das profissões mais bem remuneradas, ainda atrai muitos alunos que anseiam seguir a carreira de professor”. Segundo Sonia Balzano, consultora do Conselho Nacional de Secretários de Educação.

“Com base nos questionários do Enade (o antigo provão), estudos identificaram que os alunos de pedagogia vêm de famílias de baixa renda e têm mães com pouca escolarização, condições que apontam maiores chances de dificuldades acadêmicas.”

Fonte: Folha de São Paulo 09/06/2008

Veja no link a seguir a relação Educação X Renda.

Filosofia e sociologia são obrigatórias no ensino médio

Posted Junho 10, 2008 by Alberto Abreu
Categories: Educação, Filosofia

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A inclusão de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio não é novidade para os sistemas estaduais. Em 21 de agosto de 2006, a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou uma resolução orientando as redes estaduais de educação, que são responsáveis pelo ensino médio, sobre a oferta das duas disciplinas.

A Resolução nº 4 de 2006, da CNE, ofereceu aos sistemas duas alternativas de inclusão: nas escolas que adotam organização curricular flexível, não estruturada por disciplinas, os conteúdos devem ser tratados de forma interdisciplinar e contextualizada; já para as escolas que adotam currículo estruturado por disciplina, devem ser incluídas sociologia e filosofia. A resolução deu aos sistemas de ensino um ano de prazo para as providências necessárias.